terça-feira, 29 de setembro de 2009

Untouched dream

Untouched dream.
The sun is passing by
And I can feel it.
Come to me my darkest angel
Your laugh is following me.
I should run,
You should stay.
In this forest your face is just a shade
You can't be afraid!
My arms are too short for you
I can't stay anymore
I just open the door...

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A mensagem

Meto a mão no bolso e encontro a tua mensagem: papel asfixiado pela nossa paixão, com a tua letra libertadora, numa simples palavra tão intemporal.
Desenrolo os sentimentos e releio a mensagem. Tantas pessoas que vão e vêm, tantos olhares que se apagam com a falta do teu fôlego... Mas tu não, tu estás sempre pronto, sempre disposto, sempre com o teu alento; é uma verdade incontornável e ninguém o pode negar.
Dobro cuidadosamente a mensagem porque amanhã elá irá para o teu bolso, o sentimento é mútuo, e estou certa que irá fazer muitas mais destas viagens entre o teu sossego e o meu.
Entretanto, fotocopiei este pedaço várias vezes para que numa dessas viagens não sinta (tantas) saudades. Os direitos de autor são todos nossos, garanto-te.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Conhecimentos

Todo o nosso conhecimento tem limites mas a poesia não.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Irei escrever

Esta noite vou escrever. Vou escrever sem fim, toda a noite a fio, só eu e as palavras. Vou escrever sem pontos e vírgulas porque não há necessidade. Vou escrever palavras relutantes, vou preencher linhas com redundâncias. Vou desenvolver a fala, vou treinar a escrita e ainda filosofar sobre o discurso. Vou ocupar vazios com o alfabeto e trocar a ordem natural das frases. Vou soletrar sem medo, sem pressão, sem opressão. Vou utilizar a língua materna e romper a escuridão, iluminar o papel e a caneta e soltar todo o texto. Vou escrever de uma maneira impensável, vou ser resistente e a minha mão calejada não vai querer parar. Vou escrever de tal forma que mais tarde me vou supreender. Vou escrever sem preocupações porque as frases são minhas e toda a composição está em minha posse. Vou escrever sem razão e ocupar a mente de letras e letras infindáveis.
Vou escrever muito, mas ainda não é hoje.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Férias

Vou até à varanda e vejo as cabritas lá na quinta com os pássaros mecânicos no fundo da paisagem. Reencosto-me na cadeira de baloiço e folheio um livro, porque estou de férias e os meus neurónios também. Tento chegar até ao copo de água mais próximo mas a maré está vazia e é então que desisto. Recebo e reenvio algumas mensagens via sms com o típico texto: boas férias ;), não vá eu ficar esquecida das existências.
Com grande dificuldade, movimento a cabeça novamente para a janela e observo pessoas lá em baixo, na rua. Este sol incomoda-me e o seu riso sarcástico também. O lixo telivisivo ocupou todo o caixote e a minha sorte é só conseguir apanhar o 2º e 3º canal. Espremo até à última o meu tédio e corro para o autocarro. A baixa lisboeta está tão cansada de mim como eu dela, mas vale sempre a pena tentar criar alguma empatia.
Reencontro tudo mas não encontro nada. Este novo velho é vazio e não me diz nada. Sou abordada por alguma nostalgia mas logo me apresso a fugir, lamechices agora não, estou de férias. O tejo está maravilhoso nos postais e, agora que os candeeiros se acendem, o sol também. De regresso a casa recebo uma chamada telefónica:"Então Maria tudo bem? Boas férias!"
A sério, esta gente é engraçada.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Maria João

Ela já me cansa, sempre com a sua dupla faceta e o seu duplo pensamento. Sempre tão calculista e ao mesmo tempo tão desnaturada. São dois pólos que se atraem sem nunca antes se terem visto e ainda assim se completam erradamente.
De uma ponta observo a Maria, sempre tão afável e requintada. Como um porto de abrigo sem braços ou um humilde ponto de referência. Ela pensa em acultaramento e geometria e gosta da estética das coisas. O seu interior é profundo, mas não muito fundo pois consigo ouvir todas as palavras que lá caem.
Na outra vertente observo João: frenética tentativa de loucura. Com umas manias obsessivas, uma irritação constante e um pragmatismo insistente. O seu coração é a boca e gosta de usar as palavras. Gosta do nada e pensa em filosofias controversas. Puro excentricismo do ser.

E por fim, ela disse: "És tão imperfeita nessa tua perfeição."

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Infinito

Não são d'oiro,
São douradas.
Não são saudades,
São palavras rebuscadas.

Alma negligente,
Sentimento desmesurado.